Quando uma pessoa é hospitalizada, sua saúde e recuperação se tornam prioridades. Além do tratamento médico adequado, saber o que uma pessoa internada pode comer é fundamental.
Neste artigo, exploraremos o que uma pessoa pode comer durante sua a sua internação e como a dieta hospitalar é adaptada para atender às suas necessidades específicas.
O que é uma dieta hospitalar?
Ela é um plano alimentar específico e cuidadosamente elaborado, prescrita com base na condição médica do enfermo, nas restrições alimentares, nas necessidades individuais e nos objetivos de tratamento.
Alguns dos principais objetivos da dieta hospitalar incluem:
- Fornecer os nutrientes necessários – A alimentação hospitalar é planejada para garantir a ingestão adequada de calorias, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais. Isso é essencial para a recuperação, a cicatrização de feridas, a manutenção da função imunológica e o suporte geral à saúde;
- Adaptar-se às restrições alimentares e médicas – A dieta hospitalar leva em consideração as restrições alimentares do enfermo, como alergias, intolerâncias e sensibilidades alimentares, diabetes, hipertensão, entre outras;
- Garantir a segurança alimentar – A alimentação hospitalar segue padrões rigorosos de segurança alimentar e higiene para prevenir a contaminação bacteriana. Isso é especialmente importante para pacientes com sistemas imunológicos comprometidos;
- Considerar a textura dos alimentos – O plano alimentar pode incluir diferentes texturas de alimentos, como líquidos, pastosos, triturados ou em purê. Isso é feito para garantir que os enfermos com dificuldades de mastigação, deglutição ou outras limitações possam consumir esses nutrientes com segurança.
Quem monta a dieta dos pacientes?
A dieta dos pacientes é montada por uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, que inclui médicos e nutricionistas. Cada especialista desempenha um papel específico na definição da dieta adequada, levando em consideração sua condição médica e restrições.
O médico é responsável por avaliar o enfermo, diagnosticar doenças, prescrever tratamentos e medicamentos. Com base nessa avaliação, o doutor pode recomendar um plano específico para atender às necessidades nutricionais do paciente.
Já o nutricionista avalia as necessidades nutricionais individuais do paciente e elabora um regime alimentar personalizado, considerando fatores como a condição médica, as preferências alimentares, as restrições dietéticas e as metas de tratamento.
Quais são os tipos de dietas hospitalares?
Existem diversos tipos de dietas prescritas de acordo com as necessidades de cada paciente. Entre elas, destacamos a:
- Regular – É adequada para pacientes sem restrições alimentares significativas. Ela inclui uma variedade de alimentos equilibrados, como proteínas, carboidratos, gorduras, frutas, legumes e laticínios;
- Líquida – Consiste em alimentos líquidos claros, como água, chás, sucos coados, caldos e gelatinas;
- Pastosa – Os alimentos são amassados ou triturados para obter uma consistência suave e fácil de engolir. É recomendada para pacientes com dificuldade de mastigação;
- Branda – Consiste em alimentos macios e de fácil digestão, como sopas cremosas, carnes moídas, vegetais cozidos e frutas em purê;
- Hipossódica – Restringe a quantidade de sódio na alimentação, geralmente indicada para pacientes com problemas cardíacos, hipertensão arterial ou retenção de líquidos;
- Hipocalórica – É uma dieta de baixa caloria, geralmente prescrita para pacientes com sobrepeso, obesidade ou condições relacionadas;
- Hipercalórica – Ao contrário da dieta hipocalórica, a hiper é rica em calorias, sendo prescrita para pacientes com necessidades aumentadas de energia;
- Hipoproteica – Restringe a ingestão de proteínas e é recomendada para pacientes com doenças renais ou hepáticas;
- Sem lactose – Elimina alimentos que contêm lactose, o açúcar do leite, e é prescrita para pacientes com intolerância à lactose;
- Sem glúten – Elimina as comidas que contêm glúten, como trigo, cevada e centeio, e é indicada para pacientes com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten.
O que uma pessoa internada pode comer?
Embora a alimentação no hospital seja restritiva, existem alguns alimentos e grupos alimentares comuns que são frequentemente incluídos na dieta. A seguir listaremos alguns exemplos.
Grãos e amidos
Arroz, macarrão, pão, batatas e cereais são exemplos de alimentos ricos em carboidratos que podem fazer parte do plano hospitalar, desde que sejam preparados de forma adequada.
Sopas e caldos
Eles fornecem nutrientes e hidratação, sendo fáceis de digerir e adequados para pacientes com dificuldades de mastigação ou digestão.
Carnes magras
Carne de frango, peixe ou peru são fontes de proteína magra e podem ser incluídas no plano, desde que estejam preparadas de forma adequada e de acordo com as necessidades do paciente.
Ovos
Os ovos são uma boa fonte de proteínas e nutrientes essenciais. Eles podem ser servidos cozidos, mexidos ou em forma de omelete, dependendo das restrições e preferências do enfermo.
Frutas e vegetais
As frutas e vegetais são importantes para fornecer vitaminas, minerais e fibras. Eles são frequentemente incluídos na dieta hospitalar, podendo ser oferecidos frescos, cozidos ou na forma de sucos e purês.
Laticínios
Leite, iogurte, queijos e outras fontes de laticínios podem fazer parte da dieta, a menos que haja restrições específicas, como intolerância à lactose ou alergias.
Bebidas hidratantes
Água, sucos naturais, chás e bebidas isotônicas podem ser recomendados para garantir uma hidratação adequada.
O que os hospitais não utilizam em seus cardápios?
Embora possa variar de acordo com o hospital e a região, aqui estão alguns exemplos comuns de alimentos que geralmente não são utilizados nos cardápios hospitalares:
- Processados e ultraprocessados;
- Fritos e gordurosos;
- Bebidas alcoólicas;
- Crus ou mal cozidos;
- Com alto teor de açúcar;
- Compostos por alergênicos.
É fundamental que a equipe médica e de nutrição avalie cada caso individualmente e prescreva as recomendações alimentares adequadas, levando em consideração as condições do paciente.
Agora que você já sabe o que um paciente internado pode comer, compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas entendam a importância de uma dieta hospitalar durante a internação!